Nos próximos dias a cidade de Piracicaba irá voltar sua atenção para a necessidade de conscientizar a população sobre a violência contra a mulher. Várias entidades públicas e particulares promovem o chamado “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”.

Dentre as ações agendadas, está a exposição no Terminal Central de Integração, no dia 28 de novembro, das bonecas do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM). As bonecas, chamadas Penhas, estarão distribuídas pelo Terminal Central. Cada uma delas conta um pouco de violência sofrida pelos seus maridos ou namorados.

onibusSerá a segunda exposição das “Penhas” no Terminal Central. A primeira aconteceu, com grande repercussão, entre os dias 05 e 10 de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher.

Ações contra Assédio:

Em outubro, a Via Ágil lançou a campanha “Me respeite” em parceria com a Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Semuttran), Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), Conselho Municipal da Mulher, Guarda Civil Municipal, MobCidades, Promotoras Legais Populares (PLP), Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) e o Fundo Social de Solidariedade de Piracicaba (FUSSP). Faixas, cartazes e Backbus estão espalhados pela cidade com a intenção de incentivar a população a denunciar esse tipo de abuso.

Confira a programação completa abaixo:

 

16 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

25 de novembro: Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres

No 1º Encontro Feminista da América Latina e Caribe, organizado em Bogotá, na Colômbia, de 18 a 21 de julho de 1981, houve uma denúncia sistemática de violência de gênero, desde os castigos domésticos até as violações e torturas sexuais, o estupro, o assédio sexual e a violência pelo governo, incluindo tortura e abuso de mulheres prisioneiras. Esse dia foi escolhido em memória do violento assassinato das irmãs Mirabal (Pátria, Minerva e Maria Teresa) em 25 de novembro de 1960 pelo ditador Rafael Trujilo, na República Dominicana. Em 1999, as Organizações das Nações Unidas reconheceram oficialmente o dia 25 de novembro como o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres.

1º de dezembro: Dia Mundial de Combate à Aids

O Dia Mundial de Combate à Aids marca o começo de uma campanha anual, com o objetivo de encorajar e receber apoio público no desenvolvimento de programas para prevenir o contágio e a disseminação da infecção do HIV. Também procura proporcionar educação e promover a tomada de consciência sobre as questões relacionadas ao vírus HIV e à Aids. A primeira campanha foi lançada em 1988, depois da Reunião Mundial dos Ministros de Saúde, que chamou a atenção para um espírito de tolerância social e para uma maior troca de informação sobre HIV/Aids. O Dia Mundial de Combate à Aids serve para fortalecer o esforço global para enfrentar a epidemia. No mundo inteiro, tem crescido o número de mulheres contaminadas pelo vírus, inclusive como consequência de violência sexual.

 

6 de dezembro: Dia Nacional da Mobilização de Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher – Laço Branco – Massacre de Mulheres de Montreal

Símbolo da injustiça contra as mulheres, o massacre de 14 estudantes da Escola Politécnica de Montreal, no Canadá, em 6 de dezembro de 1989, gerou debate sobre as desigualdades entre homens e mulheres e a violência gerada por esse desequilíbrio social no mundo. Esse fato inspirou a criação da “Campanha do Laço Branco”, mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres.

 

10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos

Em 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal de Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações Unidas em resposta à violência da Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, artigos da declaração fundamentaram inúmeros tratados e dispositivos legais voltados à proteção dos direitos fundamentais. A violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos.